Power, Struggle, and Defense (Portuguese) |
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TABLE OF CONTENTS: INDICE 5 Apresentação 7 Prefácio à edição brasileira 11 Introdução 16 A NATUREZA E O CONTROLE DO PODER POLITICO 16 Introdução 17 0 que é a natureza básica do poder político? 19 Raízes sociais do poder político 20 A. Fontes de poder 22 B. Essas fontes dependem da obediência 26 Por que os homens obedecem? 29 A. As razões são várias e múltiplas 33 B. Como o governante conquista seus funcionários e agentes 34 C. A obediência não inevitável 35 0 papel do conhecimento 36 A. A obediência é essencialmente voluntária 40 B. O conhecimento pode ser retificado 42 RUMO A UMA TEORIA DO CONTROLE NÃO-VIOLENTO DO PODER POLITICO 43 A. Controles tradicionais 44 B. Teóricos da negação de apoio 46 V. Indícios de impacto político da não-cooperação 52 D. Rumo a uma técnica de controle do poder político 59 A BASE ESTRUTURAL DO CONTROLE SOBRE GOVERNANTES 60 A estrutura da sociedade afeta as possibilidades de controle 64 0 papel dos loci de poder difusos no controle do poder político 65 Loci de poder colocam limites à capacidade de poder dos governantes 66 Ataques deliberados e efeitos não intencionados podem enfraquecer os loci de poder 69 Outros fatores podem influenciar os governantes, mas não controlá-los 70 Formas institucionais secundárias em relação à distribuição real do poder 71 Fortes loci de poder podem controlar os tiranos 76 A destruição dos loci de poder pode incentivar a tirania 82 A distribuição real do poder pode influenciar as formas institucionais de governo 85 Controle do poder político como resultado da força interna 87 Implicação dessa análise para o controle do poder político 88 As constituições são insuficientes para controlar o poder de um governante 94 A simples mudança de governantes também é insuficiente para estabelecer um controle duradouro 97 A descentralização do poder é essencial para um controle duradouro 100 Sanções políticas e a distribuição de poder efetivo 101 A violência política contribui à concentração de poder 103 Sanções não-violentas contribuem para a difusão do poder 111 AÇAO NAO-VIOLENTA: UMA TÉCNICA ATIVA DE LUTA 111 Introdução 112 Característica da ação não-violenta 113 A. Um tipo especial de ação 115 B. Motivos, métodos e influências 120 C. Corrigindo concepções equivocadas 121 D. Um tipo de luta negligenciado 126 Ilustrações do passado 127 A. Alguns exemplos históricos dos primórdios 128 B. A expansão da luta não-violenta antes de Gandhi 131 C. Alguns casos do início do século XX 135 D. A contribuição de Gandhi 142 E. As lutas contra os nazistas 146 F. Insurreições civis na América Latina 150 G. Levantes contra regimes comunistas 152 H. Lutas pelos direitos civis norte-americanos 155 Continuação da expansão 157 A. Tcheco-eslováquia - 1968 160 Em busca de uma compreensão 165 AS ARMAS NAO-VIOLENTAS 166 Resistindo à repressão 168 Um sistema de armas não-violentas 170 Protesto e persuasão não-violentos 175 Não-cooperação social 177 Não-cooperação econômica: 1. Boicotes econômicos EXCERPT: Apresentação Estamos acostumados a conviver e até a permitir a permanência de uma situação de violência. Com efeito, a violência é uma força que fere a vida e destrói a liberdade e a dignidade humanas. Ela é força capaz de restringir, de controlar e de determinar o comportamento das pessoas, dos grupos so-ciais e das instituições políticas e culturais. A Campanha da Fraternidade de 1983 convida-nos para a luta contra a violência. Mostra que é preciso ver suas causas, e como se instala em toda a estrutura da sociedade. A violência é econômica, política e ideológica. É preciso também ter consciência crítica e perceber os diversos modos de sua manifestação. Existe a violência noticiada. Mas existe também a violência camuflada e consentida. Ela penetra sorrateiramente nas relações cotidianas e impregna todo o tecido das relações sociais. Faz-se mister procurar ações e modelos alternativos nas relações de trabalho e no serviço político para transformar este tecido de relações humanas. Já conhecemos o espírito dessa luta. Os profetas, de on-tem e de hoje, no-lo ensinam (Amós 3,9-10; Habacuc 1,1-4). Jesus Cristo mostra que a misericórdia e o perdão são o centro e a força do Mundo Novo (Mateus -2,8). E João Paulo II insiste no fato de que não seria exato interpretar o amor e o per-dão cristãos como indiferença, fácil conciliação ou tolerância passiva diante de situações de injustiça, de dominação e de violência. O livro de Gene Sharp ajuda a compreender o sentido e a estratégia da luta contra a violência. É uma ação transformadora que atinge e penetra no dinamismo e na totalidade da organização social. Apresenta uma eficácia política. Mas é necessário saber como funciona, quando tem eficácia e por que tem força de transformação. Vivemos um momento de crise econômica, de hesitação e de busca de uma política democrática, capaz de refazer a integração do povo e da nação. Neste momento, devemos nos perguntar se não estamos no tempo oportuno para exercer o discernimento e para determinar a decisão numa luta contra a violência, em todos os níveis de suas manifestações e de suas causas. De fato, a luta contra a violência depende da força que colocamos no lugar certo e no tempo oportuno de nossa decisão e de nossa ação. A procura de alternativas de ação contra um poder violento, contra condições de trabalho e de vida que destroem tem por incentivo refazer o próprio tecido das relações sociais. Assim, a luta contra a violência tem de mudar e renovar o tecido da vida política. Deve criar uma nova identidade política, controlada e assumida pelo próprio povo, pelas organizações das etnias marginalizadas e pelos organismos das classes dominadas. Neste momento de crise econômica e de hesitação política, faz-se necessário encontrar alternativas para que as classes populares tenham capacidade de dividir e de controlar o poder e para que o corpo político da nação seja capaz de integrar a vida nacional pela participação e pelo controle da produção e da organização social. Também a identidade eclesial se faz pela qualidade da ação. Na cidade de São Paulo, o próprio povo indicou a trilha da caminhada. Indicou as quatro prioridades como o lugar e o tempo oportunos para a ação transformadora. A decisão de levar à frente essas prioridades e de encontrar uma estratégia de presença no ritmo da vida urbana é a tarefa à qual todos esta-mos sendo convidados. Esperamos que a leitura deste livro de Gene Sharp seja uma ajuda para as comunidades populares, para os organismos intermediários, para os organismos das classes trabalhadoras e para todos aqueles grupos que acreditam na vida e na liberdade. De fato, a situação de violência e o momento de crise podem se apresentar como um momento oportuno para o nosso testemunho de verdade, de justiça e de fraternidade. Paulo Evaristo Cardeal Arns São Paulo, 2.2.83 |
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